terça-feira, 20 de junho de 2017

O site original do observatório da universidade já voltou ao normal.

http://observatoriodauniversidade.blog.br/

segunda-feira, 19 de junho de 2017

O site original está fora do ar

Novamente a Locaweb dá um show de incompetência e retira do ar o site "Observatorio da Universidade". Estamos tomando as providências cabíveis, temporariamente utilizaremos este site reserva para comunicação com os nossos contatos. Os nossos outros canais , estrategicamente colocados em diversos provedores estão funcionando normalmente.

twitter: https://twitter.com/obsuni
facebook: https://www.facebook.com/obsuni2
youtube: https://www.youtube.com/user/obsuni

domingo, 9 de fevereiro de 2014

OBSUNI

quinta-feira, 13 de junho de 2013

VOLTAMOS AO ENDEREÇO ORIGINAL

Prezados Internautas,

Já voltamos ao endereço original do blog:

www.observatoriodauniversidade.blog.br


Obrigado por seu interesse.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Afogando em mensagens (O meu nome não é Roberto)

Afogando em mensagens
(O meu nome não é Roberto)

Luis Paulo Vieira Braga

Infelizmente vou ser obrigado a sair da temática à qual me dedico nesse Projeto para poder justificar o colapso do site do blog Observatorio da Universidade nesses últimos dias. A hospedagem e manutenção do site é feita pela LOCAWEB uma das maiores empresas de TI da América Latina. O desenvolvimento do site era feito com uma ferramenta de construção de sites disponibilizada no plano de hospedagem contratado pelo OBSUNI. No final da semana passada não consegui mais utilizar essa ferramenta e em contacto com o atendimento da empresa fui informado de que não estava mais funcional e que eu teria sido informado previamente a respeito dessa modificação. Alternativamente eu poderia contratar um novo plano que incluisse uma nova ferramente para desenvolvimento de sites. Ocorre que as duas ferramentas não são compatíveis e necessariamente eu precisaria recomeçar do zero perdendo o histórico de cinco anos de hospedagem na LOCAWEB. Resignado com o curso dos eventos, contratei um novo plano com desenvolvedor de sites e solicitei que o domínio observatoriodauniversidade.blog.br fosse encerrado no antigo plano e implantado no novo plano, sem sucesso. Há dois dias gasto horas em e-mails, chats e conversas telefônicas sem que o meu pleito seja atendido. Em resumo, descontinuaram uma ferramenta de desenvolvimento, derrubaram um site e não liberam a migração de um domínio regularizado entre planos da mesma empresa!
Encaminhei uma queixa à ouvidoria da LOCAWEB e deles recebi além de um pedido de desculpas a confirmação de que jamais me enviaram um aviso de que a ferramenta inicial para desenvolvimento de sites seria descontinuada:

“Olá Roberto, bom dia.

Primeiramente peço desculpas pela demora em resposta a este protocolo, porém estamos realizando algumas ações para que possamos diminuir o tempo de espera.
O "Construtor de Sites" tratava-se de uma aplicação gratuita que estava disponível para os clientes em sua Hospedagem para instalação, porém era uma ferramenta terceirizada cujo a mantenedora Parallels descontinuou o produto, não sendo assim mais possível realizar atualizações, correções e ajustes no serviço.
Conversei com a equipe de Processos e Comunicação a respeito deste incidente e, fui informado de que houve duas notificações a respeito da descontinuação do serviço "Construtor de Site" para toda a base de clientes que possuía o mesmo instalado em sua Hospedagem.
Porém, através de uma análise foi confirmado de que por alguma falha no processo de triagem e coleta automática de clientes na base de dados, seu login não foi incluso nesta lista de notificação.
Sendo assim, hoje disponibilizamos a ferramenta Criador de Sites no painel de controle dos seguintes planos: Hospedagem Basic, Hospedagem Plus, Hospedagem Business e Hospedagem Max.
Caso o seu plano não for um dos citados acima, recomendamos contratar os novos planos que já incluem o recurso do Criador de Sites, ou ainda, contrate o produto “Criador de Sites” separadamente, no seu plano atual.
Exclusivamente para estes casos de contratação do Criador de Sites ou migração de plano está sendo oferecido um cupom promocional no valor de R$ 50,00 Reais (Cupom SBE80B1C23) onde poderá informar o mesmo no ato da contratação para obter o desconto.
Sinto pelo ocorrido e espero ter-lhe esclarecido as informações.

Mantenho-me à disposição.”


Só um detalhe, o meu nome não é Roberto...

segunda-feira, 27 de maio de 2013


Concessão de Bolsas de Estudos para as Universidades do Paraná
Clóvis Pereira – UFPR; Clóvis R. Braz - FEPAR

Introdução

            Procedimento importante, dentre outros, para o acompanhamento do desenvolvimento e desempenho do Sistema de Pós-Graduação e Pesquisa do Estado do Paraná, que é formado por instituições públicas e privadas, é fazer periodicamente uma análise a respeito da concessão, pela CAPES e CNPq, de bolsas de estudos aos programas de pós-graduação stricto sensu ofertados por Universidades paranaenses.

            Nesse contexto é frutuoso visualizarmos o processo de modo global com respeito à concessão de bolsas de estudos aos programas de pós-graduação ofertados por Universidades sediadas nos três Estados da Região Sul.

Assim procedendo poderemos mentalizar o desempenho, no item bolsas de estudos, das Universidades paranaenses e, por extensão, o interesse e performance dos responsáveis pela gestão desses programas e também da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná com respeito ao desempenho do sistema e à ampliação de vagas e luta por obtenção de maior número de bolsas de estudos para o Paraná.  
Não comentaremos o número anual de bolsas de estudos concedidas para residência medica a instituições da Região Sul. Não dispomos de dados oficiais a esse respeito.

            Na parte 3 do artigo abordaremos, de modo sucinto, a necessidade de o Paraná possuir um excelente sistema de ensino superior (graduação e pós-graduação). A propósito desse tema sugerimos a leitura de (PEREIRA, 2013).

O interesse de nossa análise se concentra preferencialmente nas instituições públicas pelo fato de que elas receberam em 2012, 96,30% das bolsas de estudos destinadas ao Paraná. Lembramos que os programas de pós-graduação dos três Estados da Região Sul têm praticamente a mesma idade.

Para que tenhamos em mente o que representa para o Paraná um bom desempenho de suas Universidades, lembramos as palavras seguintes de (ORTEGA Y GASSET, 1999, p. 23): “A Universidade deve preparar o estudante para viver à altura de seu tempo...”.

             
    1.  Bolsas de Estudos Concedidas pela CAPES  
 
Bolsas de estudos concedidas pela CAPES ao Estado do Paraná.
 Ano acadêmico de 2012
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
1.739
Estágio de Pós-Doutorado
   156
Mestrado Acadêmico
 3.579
Mestrado Profissional
    230
Total
5.704
Tabela 1. Fonte: Dados GeoCapes atualizados em 05/04/2013

            Essas bolsas de estudos foram concedidas, segundo informações da CAPES, nas seguintes proporções: 50,30% para as Universidades federais; 46,0% para as Universidades estaduais e 3,70% para as Universidades privadas.
Quando destacamos as bolsas de estudos concedidas pela CAPES para os cursos de doutorado ofertados por instituições paranaenses, temos a seguinte distribuição por grandes áreas.

Grande Área
Bolsas de Doutorado
Ciências Agrárias
380
Ciências Exatas e da Terra
258
Ciências Biológicas
322
Ciências Humanas
177
Ciências da Saúde
201
Engenharias
130
Multidisciplinar
  91
Linguística, Letras e Artes.
  80
Ciências Sociais Aplicadas
  64
Grande Área Não Informada
  36
Tabela 2. Fonte: Dados GeoCapes atualizados em 05/04/2013
           
Ao visualizamos o total de bolsas de estudos concedidas pela CAPES a instituições paranaenses e iniciadas no ano acadêmico de 2010, temos o seguinte quadro.

Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
   931
Mestrado
2.031
Pós-Doutorado
     82
                Total
                 3.044
Tabela 3. Fonte: Dados GeoCapes

Comparando o total de bolsas de estudos concedidas pela CAPES a instituições paranaenses no período de 2010 a 2012, observamos que houve um acréscimo de 2.660 bolsas de estudos.

Julgamos ser ainda um número pequeno de bolsas para as necessidades do Paraná. O Estado do Rio Grande do Sul recebeu em 2012 8.020 bolsas de estudos da CAPES. Somos de opinião que o Paraná deve ter um aumento maior de bolsas de estudos da CAPES, em especial, para os cursos de doutorado e para estágios de pós-doutorado. 
    
Bolsas de estudos concedidas pela CAPES ao Estado de Santa Catarina. 
Ano acadêmico de 2012.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
1.080
Estágio de Pós-Doutorado
   140
Mestrado Acadêmico
1.808
Mestrado Profissional
     15
Total
4.303
Tabela 4. Fonte: Dados GeoCapes atualizados em 05/04/2013

            Bolsas de estudos concedidas pela CAPES ao Estado de Santa Catarina.
 Ano acadêmico de 2010.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
    748
Estágio de Pós-Doutorado
    116
Mestrado
 1.312
                   Total
                   2.176
Tabela 5. Fonte: Dados GeoCapes

            Ao compararmos o número de bolsas de estudos concedidas pela CAPES ao Estado de Santa Catarina no período de 2010 a 2012, observamos um aumento de 2.127 bolsas.
            Entre os Estado do Paraná e Santa Catarina houve um quase empate no aumento de bolsas concedidas pela CAPES para o período 2010 – 2012.

Bolsas de estudos concedidas pela CAPES ao Estado do Rio Grande do Sul. 
Ano acadêmico de 2012.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
3.127
Estágio de Pós-Doutorado
   515
Mestrado Acadêmico
4.269
Mestrado Profissional
   109
Total
8.020
Tabela 6. Fonte: Dados GeoCapes atualizados em 05/04/2013
           
Bolsas de estudos concedidas pela CAPES ao Estado do Rio Grande do Sul. 
Ano acadêmico de 2010.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
2.263
Estágio de Pós-Doutorado
   344
Mestrado
3.435
               Total
                    6.042
Tabela 7. Fonte: Dados GeoCapes

            Com respeito à concessão de bolsas de estudos pela CAPES ao Estado do Rio Grande do Sul, no período de 2010 a 2012 houve um aumento de 1.978 bolsas.

   2.1 Bolsas de Estudos Concedidas pelo CNPq

            Bolsas de estudos concedidas pelo CNPq a instituições paranaenses. 
Ano acadêmico de 2012.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
268
Estágio de Pós-Doutorado
  60
Mestrado
348
Total
676
Tabela 8. Fonte: Dados do CNPq

Bolsas de Estudos concedidas pelo CNPq a Universidades paranaenses.
 Ano acadêmico de 2010.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
236
Estágio de Pós-Doutorado
    8
Mestrado
363
                   Total
                              607
Tabela 9. Fonte: Dados do CNPq

Quando analisamos o total de bolsas de estudos concedidas pelo CNPq a instituições paranaenses no período de 2010 a 2012, observamos um pequeno aumento de 69 bolsas. Perguntamos aos responsáveis pela gestão do Sistema de PG & P do Paraná: Por que o Paraná recebeu apenas 676 bolsas de estudos do CNPq no ano de 2012? Houve empenho para obter um número maior de bolsas?
Esse total ainda é inferior ao número de bolsas concedidas em 2012 pelo CNPq ao Estado de Santa Catarina e três vezes menor que o número de bolsas de estudos concedidas pela mesma agência de fomento ao Estado do Rio Grande do Sul.
O que tem motivado o fato do Estado do Paraná receber, ano após ano, um pequeno número de bolsas de estudos do CNPq?
 Os gestores do Sistema de PG & P do Paraná têm percebido e avaliado as implicações negativas desse fato para nosso Estado?  Quais as providências tomadas?

Bolsas de estudos concedidas pelo CNPq ao Estado de Santa Catarina.
 Ano acadêmico de 2012.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
361
Estágio de Pós-Doutorado
  69
Mestrado
341
Total
771
Tabela 10. Fonte: Dados do CNPq

Bolsas de estudos concedidas pelo CNPq ao Estado do Rio Grande do Sul.
 Ano acadêmico de 2012.
Curso
Nº de Bolsas
Doutorado
936
Estágio de Pós-Doutorado
180
Mestrado
923
Total
2.039
Tabela 11. Fonte: Dados do CNPq



            Sugerimos que os responsáveis pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná - SETI lutem, planejem, projetem metas e ações para um melhor desempenho di sistema e assim conseguir, junto às agências federais de fomento, maior número de bolsas de estudos para as instituições paranaenses.

Se o Estado do Rio Grande do Sul consegue anualmente um razoável número de bolsas de estudos, então por que o Estado do Paraná não consegue igual ou maior número de bolsas que aquele Estado? Há algo errado na gestão do sistema do Paraná.

Devem ser priorizadas algumas das grandes áreas para as quais sejam direcionadas mais bolsas de estudos. Por exemplo, Engenharias e Ciências da Saúde. Com essa iniciativa teremos a ampliação da oferta do número de vagas para os programas de pós-graduação stricto sensu.

Temos a impressão de que os responsáveis pela gestão da SETI acomodam-se com o atual número de bolsas concedidas anualmente, pela CAPES e CNPq, ao Estado do Paraná. Se for um fato verdadeiro, então eles  poderão ser responsabilizados pela comunidade acadêmica paranaense, no futuro próximo, por inépcia ou pelo não planejamento estratégico para o desenvolvimento, excelente desempenho e ampliação do Sistema de Pós-Graduação e Pesquisa do Paraná – PG & P.

 Em 2012 a CAPES concedeu, segundo dados dessa agência de fomento, para o Estado de São Paulo 17.697 bolsas de estudos, assim distribuídas: 18,3% para as instituições federais; 70,8% para as instituições estaduais; 10,7% para instituições privadas e 0,2% para instituições municipais.  O número total de bolsas de estudos nos mostra a força do Sistema de PG & P do Estado de São Paulo.   

Não é demais lembrar que o Sistema de Pós-Graduação e Pesquisa do Paraná é uma das forças motrizes do desenvolvimento do Estado. Mesmo titulando uma reduzida parcela da mão de obra de alta qualificação de nosso Estado, doutores e mestres, o Sistema de PG & P exerce papel fundamental e estratégico na formação de multiplicadores de recursos humanos qualificados e, em especial, na formação de novos doutores e mestres, que são profissionais com capacidade para realizar pesquisa original em Ciência e Tecnologia - C & T.

Sem um excelente, amplo e consolidado Sistema de PG & P não poderemos criar, produzir, ciência e tecnologias avançadas, nem exercer liderança em inovação tecnológica.

O Sistema de PG & P do Paraná não só necessita de maior número de bolsas de estudos, mas também de planejamento estratégico que o torne em futuro próximo, amplo, agressivo e de excelente qualidade. Não há Estado ou país desenvolvido que possua Universidades subdesenvolvidas; que não possua um excelente Sistema de PG & P.

Os responsáveis pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná devem assumir, junto à comunidade acadêmica estadual, a responsabilidade de defender a necessidade de ser elaborado um planejamento estratégico para dotar o Paraná, no futuro próximo, de um excelente Sistema de Ensino Superior que seja capaz de educar, graduar e inspirar novas gerações de líderes que se esforcem para criar, compreender e utilizar tecnologias exponencialmente avançadas para fazer frente aos grandes desafios do Estado, do país e da humanidade.

     3. Considerações Finais
Os problemas detectados no Sistema de Ensino Superior do Paraná não dizem respeito apenas ao diminuto número de bolsas de estudos que são concedidas anualmente (Cf. PEREIRA, 2012). Os gestores da SETI devem trabalhar também arduamente no sentido de criar, dentre as Universidades paranaenses de melhor desempenho, uma Universidade de excelência ou de classe internacional, sem prejuízo da melhoria da qualidade das demais instituições de ensino superior.

O Paraná por sua pujante e trabalhadora população, sua riqueza humana e material, seu PIB, sua arrecadação tributária anual, seu parque industrial instalado, sua grande produção de grãos, sua pecuária, merece possuir um excelente Sistema de Ensino Superior e nele, uma Universidade de excelência.

A respeito da necessidade de criação de uma Universidade de excelência em nosso país sugerimos a leitura de (VIEIRA, 2013) e (STEINER; MALNIC, 2006).

Para a transformação de uma Universidade paranaense em uma instituição de excelência, os gestores da SETI devem buscar informações para saber quais são as características que uma Universidade de excelência precisa ter para justificar este nome, e o que a sociedade espera dela.

Eis algumas dessas características: apresentar destaque de excelência em um conjunto de trabalhos interdisciplinares; possuir um excelente conjunto de conceitos futuros; ofertar programas de pós-graduação stricto sensu em nível de excelência; ofertar um elenco de excelentes cursos de graduação.

Nos países desenvolvidos um dos temas que mais tem preocupado os governos locais e as lideranças universitárias é a diferenciação da qualidade de seu ensino universitário em relação a outros Estados e outros países.

Nesses países existe uma consciência crescente de que não adianta expandir o sistema de ensino superior de um país (como foi feito no Brasil nos últimos 12 anos e sem boa qualidade; a esse respeito (Cf. CRUZ, 2012)), a um custo crescente para o setor público e para os estudantes e suas famílias, sem que isto se traduza em benefícios sociais efetivos para a sociedade.

Sobre a criação de Universidades de excelência e esforços para mantê-las, devemos observar o trabalha desenvolvido pelos governos de diversos países desenvolvidos como Canadá, Estados Unidos da América, e de países europeus (como Inglaterra e Alemanha, dentre outros) e asiáticos.  É nesta direção também que o Paraná deve dar um salto à frente dos demais Estados da Região Sul e do Governo Federal.

           Esta deve ser uma das estratégias a ser escolhida pelo executivo estadual para impulsionar o processo de geração e manutenção de riquezas do Paraná pela via da criação de empregos qualificados, e por meio da produção em ciência e tecnologias avançadas e em inovação tecnológica.

Se assim não for feito, então o Paraná perderá a corrida globalizada (pois esse é um processo que surtirá efeitos em longo prazo) em direção ao desenvolvimento científico e tecnológico e à geração e produção de riquezas e bem estar para seus filhos.

Sem comprometimento, sem um grande e inteligente esforço por parte dos responsáveis pela SETI jamais fortaleceremos o sistema de ensino superior (graduação, pós-graduação e pesquisa) do Paraná.

Lembremos as palavras de (ORTEGA Y GASSET, 1999, p. 52): “Certamente, quando uma nação é grande, boa também é sua escola. Não existe nação grande, se sua escola não for boa...”.

            Referências
CAPES. GEOCAPES. Concessão de Bolsas de Pós-Graduação em 2012. Brasil: Região Sul. Brasília: 2013. Disponível in http://www.capes.gov.br/ . Acesso em 15/05/2013.
CGEE. Doutores 2010: Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. Brasília: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, 2010. Cap. 1 e 3.
_________. Mestres 2012: Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira. Brasília: Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, 2012. Cap. 3 e 4.
CNPq. Mapa de Investimentos no Brasil: Região Sul. Brasília: 2013. Disponível in http://www,cnpq.gov.br  . Acesso em 17/05/2013.
CRUZ, Carlos H. de B. Universidade Reprovada. In Folha de São Paulo, de 24/02/2012.
ORTEGA Y GASSET, J. Missão da Universidade. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1999.
PEREIRA, Clóvis. O Desempenho das Universidades Sediadas no Paraná no Contexto do Ranking Universitário Folha 2012. Publicado in OBSUNI, de 12/09/2012. 
___________. Fortalecimento do Sistema de Graduação e de Pós-Graduação Stricto Sensu do Paraná, publicado in OBSUNI, de 02/05/2013.
STEINER, João E.; MALNIC, Gerhard (Orgs.). Ensino Superior. Conceito e Dinâmica. São Paulo: EdUSP/IEA/FAPESP, 2006.
VIEIRA, Luis. Universidade de Excelência, será que o Brasil vai ter uma? Publicado in OBSUNI, de 11/05/2013.  






quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Sindicato é clonado no Brasil

Sindicato é clonado no Brasil !

Luis Paulo Vieira Braga (UFRJ)

Em fato inédito no mundo, cientistas sindicais clonaram um sindicato. O procedimento ocorreu na sede nacional da CUT em São Paulo, no dia 6 de setembro último. A fim de garantir o sucesso da operação, somente cientistas sindicais credenciados pelo PROIFES tiveram acesso facilitado ao recinto, devendo os demais interessados se submeter ao rígido controle de visitantes da Central, que mais parecia um piquete (1). Para reforçar a lista de presença, 485 membros do PROIFES enviaram procurações (2) aos presentes, autorizando-os a agirem em seu nome. O que, sem sombra de dúvida, é a melhor forma de participar. Se der certo, fui eu ! Se der errado, não fui eu !

Apesar de sua complexidade, a clonagem foi feita rapidamente, o que impressionou os presentes, dentre eles, o Dr. Frankestein, o Dr. Jekyll e o Dr. Morte. A entidade levantou-se diante de todos e pronunciou quatro palavras que levaram a audiência ao delírio: propositivo, autônomo, ético e democrático(3). Ali estava a confirmação do sucesso da clonagem do sindicato nacional ANDES, cujas palavras de ordem são autônomo e democrático. A decisão de fundar um sindicato nacional contrariou alguns membros do PROIFES que insistiam na criação de sindicatos locais, conforme a tradição estabelecida no seio daquela agremiação. Estes elementos reacionários foram silenciados e enviados para trabalhos forçados, por um período sem volta, na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (FAMA)(4).

Mas a criatividade da ciência sindical uniu técnicas de clonagem com aquelas de transgenia, obtendo uma entidade em muito superior à original, que tinha uma aversão enorme a dinheiro. O clone, por sua vez, é a favor do imposto sindical, e assim que tiver obtido o seu registro, passará a cobrá-lo dos docentes das ifes, queiram eles ou não abraçar a boa nova. O seu propositivismo vai ainda além de uns minguados porcentuais. A previdência complementar para o funcionário público precisa ser implementada, em muitos casos isto está sendo feito pelos sindicatos da categoria, que passam a manipular enormes fortunas ! Está aí o justo prêmio para todos estes abnegados cientistas sindicais que dedicaram tanto de suas vidas à mais incontestável de todas as éticas de finalidade: se dar bem !

(1).No edital de convocação para a assembléia de fundação do sindicato dos professores de ensino superior federal não consta nenhuma indicação de processo de credenciamento, muito menos de seu horário de funcionamento.

(2). É legal do ponto de vista jurídico, fazer-se representar por procuração em reuniões de condomínio, assembléias de acionistas, etc...Já o seu uso em eventos de caráter político levanta polêmicas desde a época do império, quando em 1842 desapareceu a figura do procurador para eleitor. No meio sindical a votação por procuração depende do estatuto de cada entidade. Neste caso como se tratava de um edital para criar uma nova entidade, deveria constar no edital que o voto por procuração seria permitido.

(3). As quatro palavras de ordem concluem o documento do PROIFES: Fundação do PROIFES-Sindicato: um marco histórico no movimento docente.

(4). A instituição foi a última colocada na lista divulgada pelo MEC, de acordo com um novo índice de avaliação para as instituições de ensino superior.

sábado, 13 de setembro de 2008

Sindicato é clonado no Brasil !

Sindicato é clonado no Brasil !

Luis Paulo Vieira Braga (UFRJ)


Em fato inédito no mundo, cientistas sindicais clonaram um sindicato. O procedimento ocorreu na sede nacional da CUT em São Paulo, no dia 6 de setembro último. A fim de garantir o sucesso da operação, somente cientistas sindicais credenciados pelo PROIFES tiveram acesso facilitado ao recinto, devendo os demais interessados se submeter ao rígido controle de visitantes da Central, que mais parecia um piquete1. Para reforçar a lista de presença, 485 membros do PROIFES enviaram procurações2 aos presentes, autorizando-os a agirem em seu nome. O que, sem sombra de dúvida, é a melhor forma de participar. Se der certo, fui eu ! Se der errado, não fui eu !
leia a continuação em:

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Kramer versus Kramer

Kramer versus Kramer

Prof. Luis Paulo Vieira Braga(UFRJ)

No dia 6 de setembro, dia do cabelereiro e do barbeiro, os docentes reunidos no movimento PROIFES pretendem fazer a barba, cabelo e bigode do movimento sindical docente fundando um sindicato nacional para os professores do ensino superior público federal (universidades federais)2 conforme consta na deliberação 4.1 do tema 4 do IV Encontro Nacional do PROIFES, realizado de 30 de julho a 1 de agosto do corrente ano. A deliberação é recente em relação ao objetivo até então manifestado de se criar uma federação de sindicatos em oposição ao ANDES que pretende ser um sindicato nacional de direito, e o é, de fato.

leia a continuação em:

http://www.observatoriodauniversidade.blog.br

sábado, 23 de agosto de 2008

Transplantes de Órgãos: o que todos deveriam saber e não sabem

Foram colocados no BLOG os artigos :

Transplantes de Órgãos: o que todos deveriam saber e não sabem
Alexandre Cardoso(HUCFF)

e

A vida jogada no lixo
José Almino Guel Arraes

leia mais em:
http://www.observatoriodauniversidade.blog.br

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Novos textos

Foram colocados no BLOG os artigos :
Debatendo Naomar
Em 2007, os editores do Observatório da Universidade participaram ativamente do debate sobre o PDE, o REUNI e a Universidade Nova. Pode-se dizer que o primeiro round desta polêmica foi vencido pelo MEC, na medida que os Conselhos Universitários da maioria das IFES aprovaram aumento de vagas e criação de cursos novos. Entretanto, a reforma estrutural curricular nos moldes dos "colleges" americanos e da reforma de Bologna, em andamento na Europa, ainda está por se fazer. Ao reproduzirmos o artigo de um dos principais ideólogos da Universidade Nova, o prof. Naomar de Almeida Filho, não estamos endossando suas opiniões, mas promovendo a continuação do debate em vista das próximas etapas de implantação da reforma do ensino superior no Brasil.

A GRADUAÇÃO NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS
Clóvis Pereira da Silva
A atenção insuficiente dos órgãos governamentais ao Sistema Nacional de Graduação -SNG faz parte de um problema muito mais complexo, que é a ausência de políticas públicas duradouras e conseqüentes voltadas para a educação como um todo, aliada a uma gestão precária. Este não é um problema novo, mas que agora, atingiu um ponto crítico na escala de tolerância da parte esclarecida da população brasileira.

Veja no novo link
http://www.observatoriodauniversidade.blog.br

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Estacionamentos, furtos de automóveis e urbanização da UFRJ

Foi colocado no BLOG o artigo :
Estacionamentos, furtos de automóveis e urbanização da UFRJ
Abraham Zakon,
Professor Associado, Departamento de Processos Inorgânicos, Escola de Química, UFRJ

O esvaziamento econômico e político do antigo Distrito Federal (ou Capital da República) acentuou-se depois que este foi convertido em Estado da Guanabara. E sem que fossem produzidos estudos adequados de urbanização e desenvolvimento industrial, educacional e político, foi rebaixado para a condição de Município de um Estado que não tinha seu padrão atrativo de vida. O resultado foi uma favelização crescente e o crescimento desordenado de residências, da população e da criminalidade, que, também, sofreu a influência dos movimentos de liberação econômica, e resultou na transferência ou falência de indústrias e criação de uma enorme massa de desempregados e indigentes.
...
Leia mais em:
http://www.observatoriodauniversidade.blog.br

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Cientistas, Religiões e Fanatismo

Cientistas, Religiões, Ateísmo e Fanatismo

Abraham Zakon, Professor Associado, Departamento de Processos Inorgânicos
Escola de Química, UFRJ

O longo artigo “Entre deus e o orientador ateu” do Prof. Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues, publicado em 15 de julho p.p. no OBSUNI apresentou, à primeira leitura, uma linha de raciocínio que envolve o leitor. Diante de alguns aspectos questionáveis, são reapresentados alguns comentários iniciais com alguns acréscimos e nova diagramação.

Ninguém precisa ser ateu ou religioso para ser cientista. Não há incompatibilidade entre religião e ciência se o cientista souber diferenciar as coisas e evitar qualquer fanatismo. A convivência ou a complementação ciência-religião é possível, e, freqüentemente, indispensável, pois a vida espiritual existe de várias formas no íntimo ou ao redor das pessoas.

Leia o artigo no novo link do observatório:

http://www.observatoriodauniersidade.blog.br

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Bacharelado à Bolonhesa

No dia 3 de Julho de 2008 o Conselho Universitário da UFRJ aprovou a criação do primeiro bacharelado interdisciplinar da universidade. Um ano depois do Decreto presidencial 6096, de 24 de Abril de 2007, que instituiu o REUNI a UFRJ começa a implementar, segundo o entendimento da maioria dos seus dirigentes, a expansão e a reestruturação do ensino superior . A deliberação, entretanto, não foi unânime, o parecer que se segue foi elaborado pelos professores titulares Luiz Antonio Cunha (CFCH) e Rui Cerqueira (CCS) e apresenta várias restrições à consistência do projeto e à sua implementação. Ao divulgar nacionalmente a matéria o Observatório da Universidade espera contribuir para o debate em torno do REUNI, alertando sobre suas graves conseqüências para a educação brasileira.
Leia o parecer em:
http://www.observatoriodauniversidade.blog.br

terça-feira, 15 de julho de 2008

Foi colocado no BLOG o artigo :
Entre deus e o orientador ateu

de Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues

... Um aluno de pós-graduação apresentou-me a versão final da sua dissertação, onde expressou os agradecimentos habituais, entre os quais havia umas linhas dedicadas a mim e outras a deus (ele não especificou qual deles, exatamente). Disse-lhe então que eu gostaria que ao final da nossa convivência acadêmica ele tivesse percebido que o espaço daquela dissertação era pequeno demais para nós dois: eu e deus.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Entre o falastrão e o bizantino, os dilemas da adesão docente ao movimento sindical


Entre o falastrão e o bizantino, os dilemas da adesão docente ao movimento sindical
Luis Paulo V. Braga

De um lado a pilha de contas, do outro um contra-cheque, ilusoriamente generoso, pois ali estão acumulados três meses de GTMS atrasados. Para o futuro, o receio de que a inflação rebaixe os ganhos de longo prazo (três anos), celebrados no acordo feito, em nome da categoria dos professores das instituições de ensino superior federais, por uma das entidades que pretendem representá-la. Ao final do ano passado o PROIFES anunciava triunfalmente que nunca na história do movimento teria sido celebrado um acordo tão bom como aquele patrocinado pela CUT e por alguns deputados da base governista. No entanto, após meses de sucessivos adiamentos e alterações, quando, finalmente, o acordo começa a ser cumprido, a sensação é de que ele não é tão bom assim, e a comemoração cede lugar a um misto de inquietação e decepção. No extremo oposto do espectro sindical o ANDES, que desembarcou ou foi desembarcado das negociações por não assinar o acordo, na impossibilidade de apresentar ganhos imediatos aos seus associados propõe ações de longo prazo, dentre elas o fortalecimento do CONLUTAS, como forma de impor ao governo e ao capital suas reivindicações.

Se há pelo menos duas opções de engajamento, ambas vem demonstrando fraqueza e resultados insuficientes. O PROIFES fundado em 2004, sob o estigma da chapa branca, congrega até hoje apenas cinco associações docentes. Por outro lado o ANDES vê declinar desde então a participação nas eleições nacionais, entre 19.000 e 21.000 votantes de 1996 a 2002, para 11.000 a 13.000 votantes de 2004 a 2008.

No campo jurídico o cenário não é melhor, a Associação Docente da Universidade Federal de São Carlos, berço do PROIFES não conseguiu se transformar em sindicato. Por outro lado o ANDES encontra-se num imbroglio jurídico para recuperar seu registro sindical perdido em função da sua atuação no setor privado que pela lei atual é de competência de outro sindicato o SINPRO. A situação se agravou a tal ponto que no último CONAD decidiu-se realizar um Congresso Extraordinário para discutir a oportunidade ou não de se continuar a atuar naquele setor (privado).

Embora ambas as entidades exprimam em seus estatutos a independência em relação aos partidos políticos na prática eles influenciam os rumos da ação sindical. Não é segredo para ninguém a importância do PT e do PC do B no PROIFES, e do PSOL e do PSTU no ANDES. Historicamente tem sido assim na maioria dos sindicatos latino-americanos. Exigir ao associado que se licencie do partido enquanto estiver no sindicato seria um freio a esta intervenção. Na vida nacional vimos, recentemente, a absurda acumulação de cargos de um ministro e presidente de partido.

Os processos decisórios em entidades de caráter democrático são mais lentos do que em órgãos meramente operacionais. Fica pior ainda quando se combina centralização com democracia. Os Congressos do ANDES e acredito também os do PROIFES, se por um lado, têm uma ampla e interessante pauta de discussão, por outro, engessam a atuação de seus membros pelo resto do ano. Há decisões absurdas tomadas em Congressos Nacionais do ANDES como, por exemplo, a rejeição a todas as formas de ensino a distancia que, ao invés de trazer a discussão para dentro do sindicato, exclui e aliena suas lideranças de um processo que está se dando de forma abrangente em todo o país. Mesmo nas seções sindicais o centralismo vai totalmente contra a dinâmica que os fatos estão a exigir. A comunicação ainda é prioritariamente unidirecional, concedendo-se à maioria dos associados o mero direito de levantar a mão em uma assembléia presencial, ou clicar um mouse em uma votação virtual. Descentralização e bi-direcionalidade na comunicação é algo de que os caciques do movimento sindical não querem ouvir falar.

Em tempo de crise os líderes recorrem a velhos estratagemas, agourentos são responsabilizados pelo insucesso de um acordo, sabotadores são a causa das dificuldades de um sindicato que não prevalece, e assim por diante. O centro de gravidade que no caso são a maioria dos cerca de sessenta mil docentes das IFES não se moverá enquanto os aspirantes a líderes não respeitarem, escutarem e acatarem a base, e não o contrário.